Lei antigarupa é vetada pelo governo paulista

O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, vetou o projeto de lei 485/2011, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado em novembro. “Não se pode punir o trabalhador que usa a motocicleta diariamente para o trabalho, para a família. E não é punindo o meio de transporte que se combate o crime”, justificou o Governador.
 O governo concluiu que a proposta é inconstitucional, por tratar de assuntos de competência da União. Além, é claro, de trazer graves prejuízos a quem depende da carona para realizar a rotina diária.
Vanessa Decicino, de 24 anos, precisa da garupa do marido para ir e voltar do trabalho


O veto, que deverá ser publicado no “Diário Oficial” de amanhã, vem acompanhado do anúncio de medidas de reforço na segurança pública. O governador Geraldo Alckmin aproveitou para entregar hoje, em solenidade que ocorreu na Praça da Sé, no centro da capital, 320 motocicletas para a Polícia Militar de São Paulo. “Trezentas pra Rocam, 20 pro Choque e mais 314 em janeiro. Então, 634 motocicletas a mais e o reforço na Rocam, que é um policiamento muito ágil, especialmente nas grandes cidades”, declarou Alckmin.
Esperamos que agora, de uma vez por todas, a motocicleta seja vista como uma alternativa para o caótico trânsito dos grandes centros e não com um instrumento de prática de crimes

Riva 150, da Dafra, será apresenta na China


Depois de 11 horas de vôo entre São Paulo e Paris, completamos a primeira “perna” da viagem até a China para testar, em primeira mão, a nova Riva 150, segundo modelo da parceria da Dafra com a Haojue. Chegaremos em Guangzhou só amanha, no começo da noite, após mais 13 horas no avião. O primeiro contato com a nova street da Dafra acontecerá somente na sexta-feira, 9, na Haikou Track Test, pista de testes utilizadas pelas principais marcas chinesas. Mas antes disso conheceremos a fábrica da Haojue, também localizada em Guangzhou.
A Riva é fruto de mais uma parceria da Dafra, dessa vez com a Haojue


Para uma moto urbana, de uso diário, a Riva apresenta um design diferente. A começar por seu conjunto óptico frontal diferenciado. Outro detalhe é o completo painel de instrumentos, integrado à carenagem. Exibe um conta-giros analógico, indicador de marchas, faróis e luzes de direção, assim como display digital com hodômetro parcial e total, indicador do nível de combustível e reserva, luzes indicadoras de trocas do óleo programáveis e nível de carga da bateria. A moto oferece ainda rodas de liga leve aro 18”, freio dianteiro a disco, partida elétrica e a pedal, cavalete central e lampejador de farol alto.
Com design moderno, a Riva irá enfrentar o segmento mais disputado do mercado de duas rodas


A Riva 150 é equipada com motor monocilíndrico carburado de 149,4 cm³, comando simples no cabeçote (OHC) e arrefecimento a ar. Resistente, o propulsor apresenta potência de 12,1 cv a 8.250 rpm e torque máximo de 1,11 kgf.m a 6.600 rpm. A velocidade máxima, segundo a montadora, será de 103 km/h — num câmbio de seis velocidades. O preço ainda não foi divulgado, mas deve ficar abaixo dos R$ 6 mil. Ou seja, o valor do novo modelo da Dafra deve ficar entre a Speed 150 e a Apache RTR.
A Riva chega nas concessionárias Dafra já na segunda quinzena de dezembro

MV Agusta ataca na média cilindrada para ganhar mercado

    Marca lança Brutale e F3, ambas com motor de 675 cm³, para conquistar mais motociclistas
    Marca lança Brutale e F3, ambas com motor de 675 cm³, para conquistar mais motociclistas
Não precisamos voltar muito no tempo para lembrar que o proprietário de uma MV Agusta era um motociclista experiente, daqueles que já montou em muitas motocicletas até chegar à mítica marca italiana. Até pouco tempo atrás ainda eram assim, mas a filosofia da fabricante de Varese parece estar mudando.
Já havia sido anunciado e o Salão de Milão 2011 confirmou: MV Agusta lança nova F3 e Brutale, ambas com motor de 675 cm³ e três cilindros. Essa opção de motor faz com que a lendária marca de motocicletas esteja mais acessível aos motociclistas, já que é muito mais fácil e barato pilotar uma F3 do que uma F4, ou uma Brutale 675 do que uma Brutale 1090, certo?
Com essa atitude a marca coloca à disposição do consumidor motos de entrada para o mundo MV Agusta, abrindo o leque de opções e, claro, atendendo a um número muito maior de motociclistas por todo o mundo. Por enquanto as novas motos de 675 cc não serão montadas em nosso país, mas a assessoria já anunciou que importará a F3 Série Ouro pela bagatela de R$ 170.000 -- essa versão da F3 é limitada a 200 unidades e oferece materiais nobres e alguns mimos ao seu comprador.

A Brutale 675 custará 8.990 euros e a F3 sairá por 12.190 euros no mercado europeu
NOVO MOTOR
O propulsor que equipará as duas novas motocicletas (F3 e Brutale 675) é um tricilíndrico, de 675 cm³, refrigerado a água, DOHC e com 12 válvulas. O grande diferencial deste motor é seu tamanho. Compacto e estreito, ele consegue gerar 128 cavalos de potência a 14.500 rpm e oferece um torque máximo de 7,2 kgfm a 10.600 rpm na F3. Já na Brutale 675, amansado, ele produz 115 cavalos, mas tem o mesmo torque que sua irmã esportiva.
Segundo a MV Agusta este propulsor é o único da categoria a utilizar um eixo de manivela contra-rotação. Essa característica contribui para uma pilotagem mais dinâmica, onde torque e potência estão à disposição do piloto a qualquer momento.
Outro detalhe deste novo motor que foi sublinhado pela marca italiana é a junção da bomba d’água e de óleo dentro do cárter o que, segundo a fabricante, também ajudou a desenvolver o mais potente tricilíndrico já produzido pela marca.
ELETRÔNICA
Tanto a Brutale, quanto a F3 oferecerão ao piloto um novo sistema eletrônico batizado de MVICS. Com esta eletrônica o condutor poderá selecionar quatro opções pré-definidas de mapeamentos do motor, ou personalizar uma mapa adicional para obter a entrega de potência desejada.
Além disso, ambas as motos contarão com controle de tração. Serão oito níveis de ajuste. Basta o piloto selecionar qual o grau de intrusão que o controle atuará -- tudo operado pelo punho esquerdo.
CHASSI E CICLÍSTICA
Graças ao compacto propulsor de 675 cm³, o chassi pôde ser projetado para envolver o motor sem aumentar a distância entre-eixos. O quadro incorpora tubos de aço e placas de alumínio, deixa o braço oscilante longo, para garantir maior tração ao piloto, e não perde no comprimento -- são 1.380 mm em ambas as motos, que se diferem no peso a seco: são 173 kg para a F3 e 163 kg para a Brutale.
Agora quando o quesito é o conjunto de suspensões, as diferenças entre Brutale e F3 são nulas. Suspensão dianteira invertida com 43 mm de diâmetro e 125 mm de curso nas duas motos. Só que a F3 oferece opções de ajustes. Na traseira, as duas motos têm suspensão monochoque com 123 mm de curso e amortecedor da Sachs.
E para frear estas duas máquinas a MV Agusta optou por utilizar a grife Brembo em ambas as rodas. São dois discos de 320 mm, com pinças radiais de quatro pistões na frente e um disco simples de 220 mm com dois pistões atrás. Até mesmo as rodas e pneus são os mesmos: rodas de 17 polegadas com pneu 120/70 na dianteira e rodas de 17 polegadas com pneu de 180/55 na traseira.
MERCADO
A grande diferença entre a F3 e a Brutale é o mercado. Enquanto que a F3 inova no mercado superesportivo de média cilindrada, a Brutale 675 chega para disputar um dos segmentos mais acirrados do mercado de duas rodas: o naked de média cilindrada. Apresentadas durante o EICMA 2011, que aconteceu de 9 a 13 de novembro, as duas motocicletas estarão nas concessionárias já no começo do ano que vem. A Brutale 675 custará 8.990 euros e a F3 sairá por 12.190 euros.

Conceito Honda Crosstourer vai virar big-trail de verdade

A big-trail Crosstourer terá como base o modelo conceito apresentado no Salão de Milão 2010
 A Honda anunciou hoje que o modelo Crosstourer, apresentado no Salão de Milão de 2010 como conceito, vai virar realidade. Classificada como uma nova aventureira touring, a Crosstourer será lançada oficialmente no evento italiano deste ano, que acontece no início de novembro.
Combinando o motor V4 de 1200cc, que já equipa a VFR 1200F, com suspensões de longo curso, posição de pilotagem ereta e o visual off-road, a Crosstourer é a aposta da marca japonesa para brigar no segmento big-trail contra a Yamaha XT 1200Z Super Ténéré e a BMW R 1200GS.

O novo modelo aventureiro da Honda vem substituir a Varadero e brigar no segmento de big-trails
Segundo a Honda, a Crosstourer também vai oferecer o sistema de Dual Clutch Transmission (DTC) – com duas embreagens controladas eletronicamente igual ao utilizado também na VFR. “Com o sistema DTC que oferece transmissão direta de potência e facilidade de operação, estamos convencidos que fomos bem sucedidos em dar vida ao verdadeiro conceito por trás da Crosstourer”, declarou Yosuke Hasegawa, líder de projeto do novo modelo.


Honda Crosstourer terá motor V4 de 1.200cc


Honda divulga fotos oficiais da CBR 1000 RR 2012

Primeiras imagens oficiais da nova superesportiva de 1.000 cc da Honda


A Honda não esperou o Salão de Milão e já lançou oficialmente a nova versão da CBR 1000 RR.
A superesportiva da Honda não recebeu muitas alterações visuais e chega para comemorar os 20 anos desde que a primeira CBR 900 RR foi lançada, em 1991. Como palco para o lançamento, a Honda escolheu duas competições com propostas totalmente diferentes: as 24h de Le Mans, na França, e a 11ª etapa do Campeonato Mundial de Superbike (WSBK), em Imola, Itália.

A cor branca é uma das opções mostradas na Europa



Para estrelar o lançamento oficial, a gigante japonesa escolheu dois pilotos para acelerar a nova CBR 1000 RR. Em Le Mans, nada menos que John McGuinness, vencedor de 17 corridas no famoso TT da Ilha de Man. E no WSBK, Jonathan Rea, piloto que representa a Honda na competição. “Lançamento do novo modelo aqui em Le Mans é muito emocionante e estou honrado que fui escolhido para fazê-lo”, disse McGuinness.

Na traseira, mudanças sutis. Rodas de liga têm agora doze pontas




Segundo a Honda, a parte da frente da carenagem, ou seja, o “nariz” da moto é novo e a traseira recebeu alguns ajustes – na frente logo se notam faróis e linhas mais angulosas. Mas a grande novidade fica por conta da cilística. A Honda adotou o garfo dianteiro de 43 mm (os tais Big Piston Fork da Showa). As rodas também são novas e mais rígidas – de acordo com a Honda as novas rodas de alumínio de 12 pontas e a nova suspensão invertida proporcionam melhor maneabilidade da esportiva.

No nariz da nova CBR 1000 RR notam-se linhas mais angulosas


Na motorização, apenas um novo ajuste da injeção de combustível, que deixou a moto mais “mansa” em baixas e médias rotações. O tão comentado controle de tração, que hoje já equipa modelos da Kawasaki, BMW e a Yamaha R1 2012, ainda não fará parte da eletrônica da CBR 1000 RR, que já contava com freios ABS.

Além da branca HRC, haverá a opção vermelha…


… e totalmente preta


Suzuki renova linha custom para 2012

Foto tirada na fábrica da Suzuki, em Manaus (AM), mostra a diferença entre o farol da nova M1500R (à esq.) e do atual modelo


O consumidor ainda não encontrará os “novos” modelos 2012 da Suzuki nas concessionárias. Todavia, já sabemos que a marca japonesa remodelou três motos da sua família custom e as apresentará no Salão Duas Rodas para o consumidor brasileiro. As mudanças são discretas, mas, no caso da M1500R, o novo conjunto óptico deu outra cara à motocicleta. Aliás, esse novo farol também equipa a M800R, mas no caso da irmã mais nova as alterações são maiores — a traseira também foi redesenhada.

A nova M800R  ficou mais agressiva e segue a linha da sua irmã mais velha


Assim como na linha custom de maior cilindrada, a Intruder 125 cc, moto que já vendeu 5.921 unidades até agora em 2011, não teve seu motor modificado, mas ganhou um sensor de posição do acelerador que, na teoria, deve contribuir para um menor consumo de combustível. Entretanto, um novo logo, inspirado nas motos de grande porte, está sendo desenvolvido para a 125cc e a lanterna traseira também será nova na versão 2012. Para completar as novidades, a V-Strom terá novos grafismos e, desde agosto, a Suzuki já oferece a GSR150i, modelo de entrada à marca.

O aguardado motor de 150 cm³ e a injeção eletrônica ainda não equiparão a versão 2012 da Intruder


Benelli produzirá motos na Venezuela


Benelli Café Racer 1130 será um dos modelos montados na Venezuela

Quatro modelos da Benelli irão ser montados na Venezuela, na fábrica Keeway Motors em Charavalle, localizada perto da capital Caracas. Por quê? Pois a empresa Qianjiang, proprietária da Keeway, também é detentora da Benelli. Os modelos TNT 899, Tre-K 1150, Tre-K Amazonas e Café Racer 1130 farão parte da linha de produção, de onde devem sair já neste ano 1.130 unidades. Para isso, 700 funcionários da fábrica receberam componentes direto da Itália e, em meio a produção, dividirão a atenção com outras motos já montadas pela Keeway. Sem muitas definições de preço, fontes ligadas a Benelli na Itália especularam que o preço deve partir de 131.000 Bolivar (24.500 €).

BMW R 1200 GS refrigerada a água é flagrada em testes

Qual o motivo para a BMW testar novamente a R 1200 GS? Não há. Em tese ela é uma moto terminada e completa, a não ser que os alemães tenham, enfim, se dobrado a fazê-la ainda melhor refrigerando seu motor a água.

Na imagens acima é possível notar que a motocicleta está com camuflagens e sensores presos ao tanque. Todavia, o principal interesse da BMW no desenvolvimento de uma motocicleta com motor arrefecido a água não é o aumento de potência e sim o conforto ao diminuir os ruídos da motocicleta.

É possível notar também que o modelo ao que parece é uma pré-produção, teve ainda os freios atualizados com discos radiais maiores, além de estar equipada com escapamentos da Akrapovic, parceira de longa data da marca alemã.

Quando for apresentada, a R 1200 GS com motor refrigerado a água, irá quebrar uma tradição de quase 90 anos da BMW em produzir motocicletas com motor boxer bicilíndrico refrigerado a ar. Uma reviravolta e tanto na produção daquela que é a BMW mais vendida em toda a história da divisão Motorrad com mais de 100 mil motocicletas.

 

Dafra lança moto Speed 150 Cargo para entregas rápidas

Dafra lança moto Speed 150 Cargo para entregas rápidas
Já está à venda a Speed Cargo, motocicleta para frotistas e comerciantes que fazem entregas rápidas. O novo modelo é derivado da Speed 150 e foi adaptado às necessidades de seu público-alvo. O veículo de 150 cc é a nova aposta da Dafra para o segmento de motos de uso comercial.

As diferenças mais notáveis são o chassi e o cavalete central mais resistentes e os amortecedores dianteiro e traseiro reforçados, com o objetivo de conferir mais segurança e capacidade de carga para a motocicleta. O baú de transporte pode vir como acessório de fábrica e capacidade para até 20 kg.

Assim como os outros modelos da linha Cargo, a Speed Cargo transporta apenas o condutor. Disponível na cor branca, o novo modelo possui rodas de liga leve aro 18, partida elétrica, freio a disco e balanceiro para controle de vibrações. O veículo suporta até 150 kg.

A motocicleta promete baixo custo de manutenção. O motor OHV (Over Head Valves) de 149,4 cm³, quatro tempos, monocilíndrico, alcança 11,5 cv aos 8.500 rpm de potência máxima. O tanque de combustível da moto pode armazenar até 15,7 litros de gasolina, sendo 0,8 litros de reserva.

De olho nas empresas que trabalham com transporte diário de entregas e motofretes, a Dafra está vendendo a Speed 150 Cargo com 1 ano de garantia e preço sugerido à vista de R$ 5.090,00.

ZIG+ 2011 chega com apelo esportivo e mais conforto

    Nova versão da CUB da Dafra traz mudanças estéticas e recalibração da suspensão
    Nova versão da CUB da Dafra traz mudanças estéticas e recalibração da suspensão
Para ampliar ainda mais sua base no segmento de baixa cilindrada, a Dafra Motos apresenta a ZIG+ 2011, nova versão de sua CUB (em inglês, Cheap Urban Bike, ou seja, "moto urbana barata"). O modelo traz mudanças na parte estética e amplia o conforto do motociclista. Além dos novos grafismos, a motinho conta com rodas de liga com fita esportiva na cor vermelha, amortecedor dianteiro e mola do amortecedor traseiro na cor preta. Além disso, o motor, a alça traseira e o suporte do pedal foram pintados na cor chumbo. A nova ZIG+ estará disponível nas cores preta e vermelha, a partir do final deste mês, a um preço público sugerido de R$ 4.390,00 – cerca de R$ 200 a mais que o modelo standard.
O objetivo da marca, segundo Haroldo Barroso, diretor comercial da Dafra, é ampliar ainda mais a participação da marca no segmento CUB. “Queremos aumentar nossa participação no segmento CUB, que representa 15% do mercado brasileiro de motocicletas”, afirmou.

Para a nova versão da urbana ZIG, a Dafra também investiu em conforto, já que o assento antiderrapante em dois níveis ganhou costura vermelha e nova espuma, que oferece maior comodidade ao motociclista e passageiro. Além disso, os amortecedores dianteiros e traseiros ganharam novas calibrações. Assim o conjunto ciclístico está mais adequado para absorver com mais eficiência os impactos dos pneus em pisos irregulares.

"A ZIG+ atende o motociclista que precisa de um meio de transporte diário, de baixo consumo, e também aquele que busca uma motocicleta para o lazer. Esta fórmula, somada a outros destaques como, por exemplo, baixa vibração do motor e bom desempenho dentro de sua categoria, fizeram da CUB ZIG um dos modelos mais vendidos do país”, afirma o diretor comercial.

A nova ZIG+ está disponível nas cores preta e vermelha e o preço público sugerido é de R$ 4.390,00
MOTOR E EVOLUÇÃO
Completa de fábrica, a ZIG+ traz partida elétrica, rodas de liga leve, freio a disco com duplo pistão na roda dianteira, protetores de escapamento cromados e roda aro 17 na dianteira e traseira, em vez da tradicional medida de 14 polegadas. Assim a moto ganha em agilidade, mas perde espaço sob o assento.

Também vem equipada com motor OHC (Over Head Camshaft), que gera 7,8 cv a 7.500 rpm de potência máxima e torque de 0,82 kgfm a 6.000 rpm. Com apenas 101,8 cm³ de capacidade cúbica, a configuração e o desempenho do propulsor está de acordo com sua proposta urbana e lembra muito o da antiga Yamaha Crypton.

Além do desempenho e robustez, a moto mantém seus diferenciais como eixo de balanceamento no motor, o que contribui para redução significativa da vibração, e troca de marcha semiautomática, já que traz câmbio rotativo e embreagem centrífuga, comum do segmento liderado pela Honda Biz.

De origem chinesa, a ZIG+ conta ainda com um painel simples e que apresenta ao piloto indicação de marcha, nível de combustível e velocidade. "Nosso objetivo era trazer um visual ainda mais moderno a um dos modelos de destaque de nossa linha, mantendo características diferenciadas como fácil, desempenho, robustez e ergonomia", diz Victor Trisotto, diretor de Engenharia da Dafra Motos.

Primeiros esboços da Husqvarna 900

Primeiros esboços da Husqvarna 900
 
Após divulgar os detalhes sobre o novo motor 900 cc, a Husqvarna mostrou os primeiros desenhos da moto ítalo-sueca, um modelo naked derivado da BMW F 800 R. A marca parece estar utilizando todas as ferramentas para criar uma atmosfera de curiosidade e surpresa mediante o lançamento desta motocicleta. Os desenhos são assinados pelo Studio Mille3.Esta será a primeira moto concebida após a compra da BMW Motorrad, que pretende trazer de volta o prestígio da marca mundialmente conhecida.

Diferente do protótipo, o motor não é um tricilindrico mas um turbo de 900 cc, derivado do Rotax da naked BMW F 800 R. Os projetos mostrados foram publicados pela revista inglesa MotorCycleNews, incluindo ainda uma projeção do que seria o modelo fábricado.
A estética evidencia a relação muito próxima com o estilo offroad, a partir do banco que se conectar com o tanque. As linhas são tensas e afiadas, começando com uma frente dupla vertical, que enfatiza o estilo agressivo do modelo. O chassis é simples, mas robusto.

Kawasaki Versys nacional já está nas concessionárias

 
Os amantes das duas rodas já podem encontrar nas conessionárias da marca as primeiras unidades da trail Versys fabricadas em solo nacional. Recentemente anunciada como próxima moto a ser nacionalizada da Kawa junto com a Z1000, a maxi trail traz novidades junto a sua chegada ao país, como novas cores e novos valores.

Além do Metallic Spark Black (preta) que já era oferecida, agora o consumidor poderá optar pela Metallic Imperial Red (vermelha) ao preço sugerido de R$ 30.716 pela versão sem ABS e por R$ 33.749 na versão com ABS (anti-travamento dos freios), esse valor é válido para Grande SP e Grande RJ.

Com visual e ciclística inalterada, o motor bicilíndrico de 649 cm³ gera potência máxima de 64 cv a 8.000 rpm e torque de 6,2 kgfm a 6.800 rpm também continua o mesmo que já venceu comparativos de trail com outras marcas no Brasil. Com características bem próximas de uma motard, a Versys é marcada por sua agilidade e desenvoltura na cidade.

Kawasaki Versys e Z1000 também serão produzidas em Manaus

 
A Kawasaki Motores do Brasil anunciou a nacionalização de mais dois modelos da marca, a trail Versys e a big naked Z1000. Com o início da produção em CKD (Completely Knock Down) das duas motocicletas, Ninja 250R, ER-6N, Ninja 650R, Z750, Vulcan 900 Classic, Custom e Classic LT ganharam companhia e agora a produção da marca em solo nacional fica em nove modelos.

O projeto da Kawasaki para o Brasil tem se fortificado e solidificado gradualmente com o início da fábrica em outubro de 2009 e o crescimento no número de modelos fabricados por aqui. Vale lembrar que no segundo semestre de 2011, a marca trará a produção de suas duas superbikes Ninja ZX-6R e Ninja ZX-10R para o pólo industrial no norte do país.
 


Harley-Davidson abre 1ª autorizada no Centro-oeste

A concessionária oferece oficina habilitada para efetuar revisões, serviços em garantia e assistência técnica em geral, dentro dos padrões de qualidade da Harley-Davidson. "O Centro-Oeste é estratégico para nós. A região conta com muitos proprietários de Harley-Davidson", diz Longino Morawski, diretor-superintendente da Harley-Davidson do Brasil.
Harley Davidson - foto Divulgação
Motos da marca norte-americana agora à venda em Goiânia
Após assumir a   operação no país, a Harley-Davidson segue sua estratégia de expansão. Após abrir concessionárias em São Paulo (Autostar), Campinas (Tennessee), Belo Horizonte (BH), Rio de Janeiro (Rio) e Curitiba (The One Harley), a legendária marca de motocicletas anuncia a chegada da autorizada Umuarama, em Goiânia (avenida 85, 3.404, quadra 214, lotes 11/12). Com a nova unidade, a empresa amplia a rede da marca e passa a ter seis concessionárias no Brasil.

Ducati lançará Multistrada 1200S em versão especial

Ducati lançará Multistrada 1200S em versão especial

A Ducati está pretendendo revelar uma versão especial da Multistrada 1200S, ainda este ano. A marca pretende homenagear a vitória do piloto Greg Tracy, que pilotando uma Ducati venceu em 2010 a corrida Pikes Peak Hill Climb, uma das provas mais famosas do mundo.

Entre as regalias da série especial, estão uma pintura especial nas cores da equipe de competição da Ducati, pintura preta no motor e uma frente mais curta, em fibra de carbono. Sem contar as rodas pretas que ainda contam com um refletor em vermelho.

Outro detalhe a parte fica por conta do novo escapamento em fibra de carbono com silenciador Termignoni.

A nova Ducati Multistrada 1200S em edição especial sai por 27 mil dólares, o equivalente a R$ 44.213.



MV Agusta lança nova F4 RR com motor de 201 cv

    Com o propósito de ser mais rápida, superesportiva italiana ganha novo motor de quatro cilindros em linha ainda mais potente
    Com o propósito de ser mais rápida, superesportiva italiana ganha novo motor de quatro cilindros em linha ainda mais potente
Máximo desempenho. Esse foi o objetivo dos engenheiros da MV Agusta ao projetar a nova versão da F4. Chamada de RR Corsacorta, a superesportiva da casa de Varese foi apresentada nesta segunda-feira (10) com o que há de mais moderno no mercado de motocicletas. Conta com um novo propulsor mais potente construído em materiais nobres, suspensões de última geração e muita tecnologia embarcada.

Apesar da mesma arquitetura -- quatro cilindros em linha, duplo comando de válvulas no cabeçote, 16 válvulas e refrigeração líquida --, o motor é completamente diferente do utilizado em outras versões da F4. Com exceção do bloco, o propulsor foi completamente redesenhado com o objetivo de se extrair o máximo dele. O virabrequim é novo e mais leve com menor massa inercial. Mas a grande mudança mesmo está no diâmetro e curso dos pistões. Eles estão com um curso menor, como denuncia o nome (corsacorta significa curso curto em italiano), e um diâmetro maior. Agora são 50,9 mm de curso e 79 mm de diâmetro -- contra 55 mm e 76 mm do motor anterior. O grande benefício na prática é que o motor pode atingir rotações mais altas e "girar" até estratosféricos 13.700 rpm. Mas a potência máxima de 201 cavalos chega a 13.400 rpm! A capacidade cúbica é praticamente a mesma, ou seja, 998 cm³.

Mas essa não é a única novidade deste quatro cilindros em linha. Para garantir a alimentação adequada em altos giros, a MV Agusta também alterou o diâmetro dos dutos de admissão e exaustão, além de equipar a nova F4 RR com válvulas de titânio. Um acelerador eletrônico ainda comanda um sistema de dutos de ar variáveis (já utilizado em modelos com a nova Yamaha R1), para alimentar essa potente superesportiva.

A eletrônica ainda aparece no controle de tração, agora com comando no punho, e dois mapas de gerenciamento do motor.
 

F4 RR Corsacorta

Uma moto de pista: MV Agusta F4 RR Corsacorta 201 cavalos de potência máxima a 13.400 rpm
CICLÍSTICA        
O quadro e o monobraço traseiro são exatamente os mesmo da versão anterior da MV Agusta F4. Porém para melhorar ainda mais seu desempenho nas pistas, a RR conta infinitas possibilidades de regulagens. Desde a suspensão, essencial para uma moto de corrida, até a possibilidade de se ajustar o ângulo da coluna de direção e até mesmo do ponto de fixação do monobraço traseiro.

No conjunto de suspensões, a MV Agusta empregou o que há de melhor da marca Öhlins. Garfo telescópico invertido com tubos de 43 mm de diâmetro e revestimento de titânio nitrido para garantir progressividade -- uma combinação que proporciona agilidade, porém sem comprometer a estabilidade do conjunto. Oferece ainda múltiplas possibilidades de regulagem.

Na traseira, o amortecedor Öhlins Racing TTX 36 que, segundo a fábrica italiana, é o melhor do mundo. Permite, além das regulagens de compressão, retorno e précarga da mola, ajustar a altura da posição de pilotagem.

Completam o conjunto aros de alumínio forjado que, de acordo com a MV Agusta, pesam 1 kg a menos do que os anteriores feitos em liga de alumínio.

JÓIA RARA
Equipada com o que há de mais moderno no mercado, a nova MV Agusta F4 RR tem o preço de uma verdadeira jóia: 22.900 Euros na Itália, cerca de R$ 53.000. Só para comparar, a BMW S 1000RR sai por 16.500 Euros naquele país. A nova MV Agusta F4 RR chega às concessionárias italianas no final de maio em duas novas cores: vermelha e branca e branca perolizada.

Honda dá injeção de ânimo a sua linha 2012 de motos off-road

    <b>Modelos CRF 450R e CRF 250R recebem melhorias no motor e suspensões</b>
    Modelos CRF 450R e CRF 250R recebem melhorias no motor e suspensões
As motocicletas Honda produzidas especialmente para o fora de estrada foram remodeladas em sua versão 2012. Anunciadas na Europa este mês, as novas CRF450R e CRF250R ganharam melhorias no motor, suspensões e grafismo. E, aproveitando a etapa brasileira do Mundial de Motocross, que acontece em 22 de maio em Indaiatuba (SP), mostramos todas as novidades dos modelos 2012 da linha off-road da marca nipônica. No Brasil, as motos de competição são adquiridas sob encomenda e vendidas nas concessionárias que trabalham com motos importadas.

Ambas as motos tinham passado por uma reformulação há pouco tempo. A CRF 450R ganhou injeção eletrônica e muitas melhorias em 2009; enquanto que sua irmã mais nova foi "passada à limpo" em 2010. Ou seja, não é muito cedo para novas alterações? A fabricante japonesa acha que não, então vamos a elas.

MX1
A moto que disputa a categoria máxima do motocross internacional é a CRF 450R. Dotada de um motor monocilíndrico de quatro tempos e arrefecido a água, a CFR 450R foi feita para os "profissionais da terra".

As novidades do modelo 2012 são muitas. O link traseiro, que liga a suspensão ao quadro, e que tem a função de amenizar o impacto, é totalmente novo. Com a nova ligação Pro-Link, a 450R ganhou mais tração e um melhor retorno da suspensão.

Segundo a Honda, o conjunto que absorve os impactos recebeu uma nova configuração para trabalhar de forma mais eficiente em terrenos irregulares. Por exemplo, os tubos do garfo dianteiro estão mais resistentes (48 mm de diâmetro e 310 mm de curso).

Ainda nas suspensões, a mola do sistema traseiro foi aperfeiçoada e agora trabalha em maior harmonia com o quadro, aumentando o controle do piloto tanto na subida do salto, quanto na aterrissagem. Ainda em função do off-road, é claro, a CRF 450R 2012 tem novas pedaleiras, mais amplas, para uma maior estabilidade.

O motor, mais leve e compacto, permanece com as 449,5 cm³ de capacidade declarada -- a fabricante não divulgou a potência, nem o torque máximo. Já a injeção eletrônica de combustível foi otimizada, deixando a moto com melhor desempenho e com menos barulho. Assim, a injeção eletrônica impulsiona a moto para ganhar terreno sem patinar.

Por fim, um novo rolamento de corrente, mais resistente, foi instalado na CRF 450R, sempre em prol de uma maior durabilidade e confiança, já que muito torque é transferido para a roda traseira.

MX2
Também pertencente às pistas de motocross de todo o mundo, a CRF 250R é a representante da categoria MX2 no Mundial de Motocross. E ela também está diferente no modelo 2012. A começar pela cabeça do cilindro. Em novo formato e com novas válvulas de escape, a versão 2012 da CRF 250R oferece agora um melhor desempenho também em baixas e médias rotações.

A fim de entregar uma aceleração mais linear ao piloto, a 250R ganhou um novo corpo do acelerador. Já o virabrequim, segundo a Honda, também é inédito e aumenta a vida útil do motor. A terceira geração do motor Unicam também faz parte da nova CRF 250R. Assim como a sua irmã mais velha, a 250R tem um novo Link na suspensão traseira, oferecendo uma maior estabilidade ao modelo.

Aliás, a CRF 250R 2012 recebeu novas suspensões, tudo para transmitir mais confiança ao piloto em terrenos adversos. Na frente, a moto traz garfo telescópico da marca Showa e tubos com 48 mm de diâmetro e 310 mm de curso. Já a nova suspensão traseira traz novo Link e um monoamortecedor, também Showa, com curso de 310 mm. As pedaleiras também estão maiores no modelo que disputa o Mundial de MX2. Detalhe: o sistema de freios é igual nos dois modelos, ou seja, disco simples de 240 mm em ambas as rodas.

Outra novidade na CRF 250R é o escapamento. Totalmente de acordo com as leis de emissão de poluentes e ainda propagando menor ruído, mas sem perder desempenho. O novo chassi, segundo a marca, é leve e ajuda o piloto nos saltos e nas manobras aéreas. A CFR 250R 2012 também apresenta novos grafismos. Infelizmente a Honda ainda não divulgou os preços dos novos modelos off-road.

MV Agusta cria Brutale para os 150 anos da Itália



A MV Agusta resolveu homenagear os 150 da unificação da Itália com uma edição especial da Brutale 990R. A Brutale 990R Limited Edition será produzida em escala quase artesanal, obviamente apenas 150 unidades que levam a bandeira italiana e o número 150 na cobertura do painel, no spoiler do motor e também na traseira da moto, onde deveria existir o banco do passageiro.

Sua mecânica continuou inalterada, o motor é o tetracilíndrico de 998 cc que gera 139 cv de potência a 10.600 rpm e 10,8 kgfm de torque a 8000 rpm. Esse conjunto é capaz de levar a Brutalle 990R a velocidade máxima de 265 km/h. São três cores disponíveis vermelho, branco e preto e o preço é de US$ 26.665, cerca de R$ 43,5 mil.

Aprilia Tuono V4R é superesportiva que dispensa carenagem

    Versão naked da RSV4, nova Tuono tem motor V4 de 167 cavalos, controle de tração e muita eletrônica para chegar a 270 km/h
    Versão naked da RSV4, nova Tuono tem motor V4 de 167 cavalos, controle de tração e muita eletrônica para chegar a 270 km/h
Feita para os motociclistas que usariam uma moto de corrida para ir tomar um café com os amigos, a Aprilia Tuono V4R é uma naked italiana para lá de radical. Equipada com motor de quatro cilindros em “V”, a nova naked da fábrica de Noale oferece 167,3 cavalos de potência máxima a incríveis 11.500 rpm.

Apresentada no Salão de Milão de 2010 como a grande estrela da Aprilia, a Tuono V4R chega agora ao mercado europeu. Além do potente motor, essa naked traz outros atrativos dignos de motos de pista: controle de tração; controle de wheelie ("empinadas"); quick shift, que permite subir as marchas sem fechar o acelerador e acionar a embreagem; e ainda controle de largada. Mas porque tudo isso em uma naked?

Simplesmente porque é uma versão de rua da superesportiva RSV4, modelo campeão do mundo de Superbike em 2010 com Max Biaggi. Da sua irmã de pista veio o propulsor e também toda a eletrônica embarcada.

MOTOR
Com quatro cilindros dispostos em "V" a 65°, 999,6 cm³ de capacidade, quatro válvulas por cilindros e girando até 12.300 rpm, o propulsor produz muita potência (167 cv) e torque (11,3 kgf.m a 9.500 rpm) podendo levar a Tuono V4R a incríveis 270 km/h, segundo a Aprilia.

Superesportiva pelada: Tuono V4R tem motor V4 de 167 cavalos
Velocidade exagerada para uma naked que conta apenas com uma pequena carenagem com faróis duplos para proteger o piloto. Mas pensando em tornar a Tuono V4R mais "civilizada", a Aprilia dotou a moto de três mapas de gerenciamento do motor como, aliás, está na moda: o mapa Track (pista), o mais agressivo; Sport (esportivo) com a mesma potência máxima, porém entregue de forma mais suave; e Road (estrada) com 25% menos potência.

Assim como outros componentes, a caixa de marchas do tipo cassete também é semelhante às utilizadas em motos de pista. Com seis marchas, o câmbio conta com sistema quick shift, com o qual se pode subir de marcha sem fechar o acelerador ou acionar a embreagem – outro item muito usado em motos de competição. A Aprilia ainda adotou uma embreagem deslizante para evitar trancos e derrapagens nas reduções de marcha.

CICLÍSTICA
Com quadro de dupla trave superior em alumínio, a Tuono V4R teve sua geometria revisada para oferecer uma melhor dirigibilidade desta naked em ruas e estradas. O conjunto de suspensão conta com garfo telescópico invertido Sachs na dianteira e uma balança traseira também em alumínio com amortecedor Sachs com reservatório de nitrogênio separadamente. Ambos são completamente ajustáveis.

Equipada com rodas de três raios em alumínio, a Tuono V4R usa pneus radiais sem câmara nas medidas 120/70 ZR 17, na frente, e 190/55 ZR 17, atrás. Para ajudar a frear os 167 cv de potência, a marca italiana não economizou: discos duplos de 320 mm de diâmetro na roda dianteira, mordidos por pinças Brembo de quatro pistões com fixação radial; já na traseira, disco simples de 220 mm e pinça flutuante também Brembo.

Em sua versão top de linha a APRC (Aprilia Performance Riding Control), ou seja, com toda a eletrônica embarcada já citada, a Tuono V4R conta até mesmo com um amortecedor de direção para evitar oscilações em alta velocidade. O APRC conta com controle de tração (APRC) e ainda o controle de empinadas, que evita que a roda dianteira saia do chão em acelerações muito bruscas.

Mas chama a atenção mesmo nesta naked urbana o controle de largada, como utilizado anteriormente nos carros de Formula 1. O sistema possibilita que em arrancadas o piloto possa acelerar "tudo" e soltar a embreagem sem medo de derrapagens ou empinadas. A boa notícia para os pilotos mais radicais (ou aqueles que acham que sabem tudo) é que todos os sistemas podem ser desativados.

A Aprilia Tuono V4R chega agora ao mercado europeu em três opções de cores (amarela, preta e prata) e em duas versões: a standard por 13.590 Euros na Itália (cerca de R$ 31.000) e a versão top, chamada de APRC e completa, por 15.590 Euros (R$ 35.100).

Ducati Multistrada 1200 agrega quatro motos em uma

    Com proposta aventureira, italiana diferentes modos de pilotagem que a tornam uma moto bastante versátil
    Com proposta aventureira, italiana diferentes modos de pilotagem que a tornam uma moto bastante versátil
Os belos traços do design italiano não deixam dúvidas. A Multistrada 1200 é uma Ducati diferente das outras. Com um conjunto óptico com dois faróis pontiagudos, uma protuberante entrada de ar dupla, para-brisa, protetores de mão e porte imponente, a Multistrada deixa clara sua proposta aventureira. Não se trata apenas de uma evolução do modelo de 1100 cc, mas sim de uma verdadeira big-trail italiana.

Apresentada na Itália em 2009 como uma aposta ousada da Ducati para entrar no segmento, a Multistrada 1200 desembarcou no Brasil no final do ano passado. Com muita tecnologia, baixo peso e um potente motor de dois cilindros em “L”, neste novo modelo a versatilidade vai além do nome.

FICHA TÉCNICA: Ducati Multistrada 1200 ABS

Motor: Dois cilindros em “V” a 90°, quatro válvulas por cilindro, 1198,4 cm³, e refrigeração a ar.
Potência máxima: 150 cv a 9.250 rpm.
Torque máximo: 12,1 kgfm a 7.500 rpm.
Câmbio: Seis velocidades, com transmissão final por corrente.
Suspensão: Dianteira com garfo telescópico invertido Marzocchi de 50 mm de diâmetro com 170 mm de curso totalmente ajustável. Traseira com monobraço em alumínio com um amortecedor Sachs regulável na précarga com 170 mm de curso.
Freios: Dianteiro com disco duplo de 305 mm de diâmetro. Traseiro com disco simples de 240 mm de diâmetro.
Pneus: 120/70 ZR 17 (dianteiro)/ 190/55 ZR 17 (traseiro).
Dimensões: 2.150 mm (comprimento); 1.400 mm (altura); 1.530 mm (entre-eixos); 850 mm (altura do assento). Largura e distância do solo: não definidos.
Capacidade do tanque: 20 litros.
Peso: 217 em ordem de marcha.  
 
TECNOLOGIA

Recheada de tecnologia, a Multistrada 1200 não deve em nada a suas concorrentes. Suas inovações começam no momento de dar partida: não é preciso girar a chave. Basta subir na moto com o módulo eletrônico no bolso da jaqueta e acionar o botão. Na verdade, trata-se de um sensor de presença, que traz embutida uma chave usada apenas para abrir o tanque de combustível e retirar o banco.

Uma grande tela de cristal líquido se acende e um pequeno display redondo ao lado, que funciona como computador de bordo, já traz outra novidade (e talvez a mais interessante): os quatro modos de pilotagem Sport, Touring, Urban e Enduro. Mais do que um argumento de vendas, os quatro modos realmente transformam a Multistrada em quatro motos diferentes reunidas em apenas uma.

A opção Sport (esportiva) libera todos os 150 cavalos de potência máxima do motor Testastretta II com dois cilindros em "V" a 90°, 1198,4 cm³ de capacidade e refrigeração líquida. Faz também com que as respostas ao acelerador sejam mais instantâneas. Derivado das motos superesportivas da marca, o propulsor é o mais potente entre as concorrentes big-trails. No modo Touring (turismo), o piloto tem a disposição a mesma potência, porém com uma resposta mais suave -- escolha ideal e confortável para longas viagens.

Mas a grande surpresa vem mesmo ao se optar pelos modos Urban (urbano) e Enduro (fora-de-estrada). Nessas opções a potência é limitada a 65% e chega ao máximo de 100 cv. Ideal para rodar na cidade com tranquilidade ou enfrentar uma estrada de terra -- afinal nessas situações é realmente difícil domar a potência do motor italiano.

Mas, além disso, os modos de pilotagem influenciam nos níveis de atuação do controle de tração, que é de série na Multistrada. Quando se opta por Sport ou Touring, o controle de tração atua quase que instantaneamente caso o piloto exagere no acelerador, evitando derrapagens em curvas ou pisos escorregadios. No modo Urban a atuação é ainda maior, garantindo segurança no uso urbano. Já no modo Enduro, o Ducati Traction Control (DTC) funciona de forma mais tardia, permitindo divertidas "escapadas" de traseira na terra, destacando sua versatilidade.

Aliás, para rodar na terra, é praticamente obrigatório acionar a opção Enduro. Caso contrário, o DTC atua a todo o momento, cortando a ignição e a alimentação por injeção eletrônica. A Multistrada 1200 está diponível ainda na versão "S" com suspensões Öhlins eletronicamente ajustáveis, em que os modos de pilotagem influenciam também no retorno e na compressão do sistema.


A Ducati Multistrada 1200 é uma moto versátil. Versão testada, com ABS, tem preço sugerido de R$ 69.900
Completa o pacote tecnológico um computador de bordo com cronômetro, consumo instantâneo e médio, autonomia, velocidade média e a possibilidade de se desligar completamente o controle de tração e os freios ABS (este item opcional).

CICLÍSTICA
Com o tradicional quadro de treliça em aço, a Multistrada 1200 testada trazia, entretanto, garfo telescópico invertido Marzocchi ajustável manualmente, na dianteira; e um monoamortecedor Sachs com um prático ajuste na précarga da mola fixado por links no monobraço traseiro em alumínio. Ambas têm excelentes 170 mm de curso -- o suficiente para ignorar buracos e imperfeições no piso.

BRIGA DE MOTO GRANDE

 

Lançada para abocanhar uma fatia do segmento big-trail, que não para de crescer em todo o mundo, a Multistrada 1200 chega para enfrentar “adversárias” consagradas com preço competitivo. Com preço sugerido a partir dos já citados R$ 62.900, o modelo conta com uma versão mais equipada, a 1200 S Touring com suspensões eletrônicas, malas laterais, aquecedor de manoplas e cavalete central que fazem o valor atingir R$ 88.900. Sua principal concorrente, e líder no segmento, é a BMW R 1200 GS, vendida a partir de R$ 59.900, mas podendo chegar a R$ 91.200 na versão topo de linha, chamada de Adventure Premium e com muita tecnologia, malas laterais e tudo a que você tem direito.

No mês de março, a Yamaha XT 1200Z Ténéré também desembarcou por aqui, acirrando ainda mais a disputa. Vendida a R$ 59.800, a Super Ténéré traz, por esse preço, freios ABS e controle de tração. Uma briga de moto grande, literalmente.

O conjunto ciclístico com rodas de liga-leve de 17 polegadas calçadas com pneus de uso misto faz da Multistrada uma motocicleta bastante versátil. Quando selecionado o modo Sport, essa Ducati e seu motor que gosta de girar alto -- os 150 cv chegam a 9.250 rpm -- devora uma estrada sinuosa e asfaltada como uma verdadeira superesportiva. Porém, no modo Enduro, o motor fica mais manso, mas mesmo assim as suspensões se mostraram muito rígidas e com um retorno um pouco rápido demais para transpor obstáculos mais altos na terra ou ainda pular lombadas na cidade, já na opção Urban.

No quesito freios, a unidade avaliada era equipada com um excelente sistema antitravamento (ABS). Apesar de opcional, o ABS é essencial para que as pinças de freio Brembo montadas radialmente na dianteira mordam os dois discos de 320 mm e parem a moto com segurança -- na traseira, há um disco simples com pinça de dois pistões. Além de eficientes, são ajudados pelo baixo peso da Multistrada 1200. São 189 kg a seco e 217 kg em ordem de marcha -- só como comparação a BMW R 1200 GS roda com 229 kg e a recém-lançada Yamaha XT1200Z Super Ténéré pesa 261 kg em ordem de marcha.


ITALIANA AVENTUREIRA

Para fazer jus a sua proposta aventureira, a Ducati dotou a Multistrada de um tanque com capacidade para 20 litros -- e com o consumo médio de 16,8 km/litro indicado pelo computador de bordo a autonomia supera os 300 km. Outro item bastante útil para encarar longas viagens é o para-brisa ajustável manualmente sem a necessidade de ferramentas. Basta desenroscar duas borboletas e subi-lo cerca de 5 centímetros. Sua proteção aerodinâmica é razoável, apenas meus ombros eram atingidos pelo vento em altas velocidades. Mas como meço 1,71 m, pilotos mais altos podem ser incomodados -- para resolver o problema há um para-brisa maior como acessório vendido à parte.

Mas protegido pela bolha, rodei confortavelmente por quase 300 km sem cansar, confortavelmente acomodado no espaçoso e macio banco em dois níveis. Com o guidão largo e pedaleiras bem posicionadas, os joelhos não ficam muito dobrados e a posição é típica das big-trails -- ereta e de braços abertos. Ideal, na minha opinião, para longas viagens.



CONCLUSÃO

Depois de rodar mais de 500 km com essa big-trail por rodovias retas, serras asfaltadas e estradas de terra, entendi porque a Multistrada 1200 tem sido um fenômeno de vendas da fábrica de Borgo Panigale. No ano passado foram vendidas mais de 8.000 unidades em todo o mundo, o que significa que cerca de uma em cada quatro motos Ducati emplacadas eram Multistrada 1200 -- e o modelo começou a ser comercializado em abril de 2010.

Além de um design muito belo e diferenciado, a Multistrada combina as qualidades de uma big-trail com a precisão da ciclística Ducati e a esportividade do motor de 150 cavalos, o mais potente da categoria. Com preço sugerido a partir de R$ 62.900 -- a versão testada com ABS sai por R$ 69.900 -- o modelo italiano é uma excelente opção para quem quer uma moto versátil, recheada de tecnologia e pronta para longas viagens.